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  • TSUKASA ABE

    28 de outubro de 2009

    VOCÊ CONHECE O PROFESSOR TSUKASA ABE?

     

    Amanhã, no Bunkyô, em São Paulo, vamos ter uma palestra EXCLUSIVA dele.

     

    Eis uma prévia para você conhecê-lo melhor:

     

    TSUKASA ABE

    Nasceu na Província de Fukuoka, no Japão,
    em 1951. Após se formar na Faculdade de
    Literatura e Ciências da Universidade
    Yamaguti, ingressou no ramo das empresas
    de alimentos e aditivos alimentares. Tornouse
    vendedor top e foi chamado de \"Rei dos aditivos\".
    Após se aposentar, conscientizou-se de que os aditivos
    químicos são prejudiciais a saúde e passou a alertar a
    sociedade sobre o perigo dos aditivos químicos e dos
    hábitos alimentares modernos. Seu livro \"O outro lado dos
    alimentos\" tornou-se um best seller e vendeu mais de
    600.000 exemplares.

     

    LEIA O RÓTULO

     

    A cada dia surgem mais idéias falsas sobre alimentos e com isso, muitas pessoas ficam inseguras sem saber em quem acreditar, sem saber o que e onde comprar. Até para adquirir conhecimentos específicos sobre esse assunto, é difícil.

     

     Como consumidores o que devemos fazer é criar o hábito de ler o rótulo do produto antes da compra. Além das informações nutricionais, os rótulos possuem informações importantes para o consumidor, tais como os ingredientes, as orientações sobre a conservação do produto, o prazo de validade, a procedência etc. Se o alimento contiver aditivos químicos, eles constarão no item dos ingredientes.

     

     Para ler os rótulos não é necessário nenhum conhecimento especial, nem ser técnico. Além disso, o hábito de ler os rótulos provocará o desejo de conhecer melhor o assunto.


     Para ajudar você na conscientização, como consumidor atento, vamos falar um pouco sobre os rótulos.

     

     Hoje, as pessoas mais ameaçadas pelos perigos da alimentação industrializada, cujo valor nutricional é baixo e a concentração de aditivos químicos é alta, são as crianças. Já é hábito da maioria delas, regar o prato de alimentos com grande quantidade de maionese e catchup. Elas também têm hábito de comer doces em quantidades exageradas. Consomem macarrão instantâneo na hora do jantar como se isso fosse uma coisa muito natural. Essas crianças têm preferido comida de lojas de conveniência e de fast food ao invés da comida preparada pela mãe.

     

    Infelizmente, por desconhecerem o risco que essas substâncias trazem para a saúde, os pais acabam endossando a ingestão de alimentos que contêm aditivos químicos e, consequentemente, incentivando as crianças a terem esse hábito: servem hambúrgueres vendidos no mercado e usam molhos prontos no espaguete, que fazem com que as crianças percam o paladar original.


     
     A base da culinária caseira está em comprar alimentos naturais ou que tenham sofrido o mínimo possível de processamento industrial. Para que a criança aprenda a importância dos alimentos, é imprescindível que ela cresça vendo a mãe ou o pai preparar as refeições. O mais importante é em vez de somente falar sobre a questão, fazê-las experimentar, ver e sentir esse tipo de alimento.

     

    No que diz respeito aos aditivos, há cinco conselhos importantes.

     

    1. Antes de comprar, ler o rótulo do verso
    Veja a lista de ingredientes desse produto e compare com os ingredientes que você tem em sua cozinha. Descarte os produtos formados por muitas substâncias que não fazem parte dos ingredientes que você costuma usar. Provavelmente você não acrescente esses aditivos químicos como os conservantes, os estabilizantes e os aromatizantes, entre tantos outros nos pratos que prepara.

     

    2. Escolher produtos que sofreram pouco processo de industrialização
    Vamos tomar como exemplo o arroz. Os que sofreram processo de industrialização são os do tipo semi-pronto, com várias opções de sabores e são apresentados em pequenos pacotes individuais. Eles são preparados com uma grande quantidade de temperos artificiais. Por isso, não caia nas armadilhas da praticidade para atender às suas necessidades por causa da falta de tempo ou na do atrativo que é o preço baixo. Prefira sempre produtos com pouco processo de industrialização.
    Alerta: ou você adquire tempo para preparar a sua refeição ou você injeta mais e mais aditivos químicos no seu organismo. Pense nisso quando você for comprar alimentos.

     

    3. Comer sabendo o que está comendo
    É importante conhecer melhor os aditivos usados nos alimentos que você e sua família estão ingerindo. Se você sabe bem o que está comendo, é provável que ao servir, você pense:
    - desculpe pela minha falta de cuidado;
    - desculpe por estar oferecendo aditivos para comer;
    - desculpe por não estar respeitando o próprio alimento.
    Se essas três frases estiverem pairando em sua mente, também é provável que quando for servir a próxima refeição você tenha o cuidado de preparar algo caseiro. Por isso, tente aumentar a cada semana um prato feito por você.

     

    4. Não comprar somente porque é barato
    Produtos baratos têm uma razão de ser. Por trás do preço baixo pode estar escondida a qualidade ruim, mascarada pela aplicação de aditivos químicos, que possibilitam ao fabricante baratear o produto.

     

    5. Tenha sempre senso investigativo
    O senso investigativo é o primeiro passo para lidar bem com essa questão dos aditivos químicos. “Por que será que tem uma cor tão bonita assim?”, “por que será que é tão barato?”, “por que será que essa salada pronta não estraga facilmente?”, “por que essas verduras são tão uniformes?”.

     

    Leia o rótulo do verso e você encontrará todas as respostas.

     

     É claro que ao nos livrarmos desses alimentos industrializados, e preferirmos as comidas caseiras, as mães terão muito mais trabalho na cozinha. Mas existe solução. Na minha casa, eu e os meus filhos ajudamos no preparo das refeições e nos afazeres domésticos e assim nossas refeições são baseadas em pratos caseiros com bastante verduras.

     

     Agindo dessa forma as crianças aprendem naturalmente a importância dos alimentos e nós, os adultos, não precisamos dar uma educação especial e nem precisamos ficar ouvindo as reclamações de crianças que rejeitam os alimentos naturais (verduras, frutas, legumes entre outros). Se os pais mudarem, os filhos também mudarão.

     

    Vamos nos conscientizar e começar com o que está ao nosso alcance!

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