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24 de agosto de 2010

As duas faces dos óxidos

Devemos evitar a formação de óxidos e tomar suplementos de boa qualidade que sirvam de antioxidantes.

Todos sabem que o oxigênio é imprescindível para a nossa sobrevivência. Respiramos o oxigênio e expiramos o gás carbônico; se pararmos essa atividade vital básica, morreremos. Além de o oxigênio ser elemento tão importante para que haja vida, é essencial também na queima e no surgimento da ferrugem.
Tanto o organismo humano quanto os dos animais são maravilhosos, pois são capazes de usar esse poderoso elemento sem que ele os oxide. O nosso corpo usa o oxigênio para queimar o alimento e transformá-lo em energia. O fato de conseguirmos manter a temperatura corporal, também é resultado desse mecanismo que nosso organismo tem.
Porém, o oxigênio pode se transformar em radical livre, que é um óxido que age como arma que ajuda os leucócitos a combaterem as bactérias e as substâncias estranhas que invadem o nosso corpo. De 1 a 2% do oxigênio que respiramos se transformam em óxidos. De forma geral, os óxidos são considerados nocivos, mas ainda assim, são necessários; é como dizer: um mal necessário, portanto devemos conviver com eles da melhor forma. 
A membrana de cada uma das células que constituem o nosso corpo é rica em ácidos graxos insaturados ômega-3 e ômega-6; são esses ácidos que sofrem os piores danos causados pelos óxidos. Isso significa dizer que a membrana celular é a principal vítima da oxidação.
Ao sofrerem a influência dos óxidos, os ácidos graxos insaturados se transformam em substâncias instáveis chamadas peróxidos. Os peróxidos também são um tipo de óxido. As membranas celulares, as gorduras do sangue e o colesterol, entre outras substâncias ricas em ácidos graxos insaturados, são alvo de oxidação pela ação dos peróxidos.
A formação em grande quantidade de óxido em nosso corpo pode causar grandes danos como a oxidação, ou seja, o envelhecimento das células, que por sua vez causam muitas doenças como o câncer e doenças coronárias. Pesquisas recentes têm comprovado esse fato, e atualmente se sabe que de 80 a 90% das doenças são causadas pelos óxidos.
Alimentos artificiais são grandes produtores de óxidos em nosso organismo. Além dos alimentos, diversos fatores também causam formação de grandes quantidades de óxidos: álcool, cigarro (aqui se inclui a situação do fumante passivo), substâncias químicas, como gases poluentes emitidos pelos carros, agrotóxicos, radiação, como os raios ultravioletas, raio-X,  machucados e cirurgias.
Outra ocorrência importante de formação de óxidos acontece no momento em que nos libertamos do estresse acumulado. Em situação de estresse, os vasos sanguíneos se contraem impedindo por algum tempo a circulação do sangue que, por isso, não chega às células. Quando o estresse acaba, o sangue começa a circular novamente chegando então até as células. Quando vírus, bactérias e outras substâncias estranhas invadem o corpo, os leucócitos não os reconhecem e os atacam. A mesma coisa ocorre quando a circulação do sangue pára por alguns instantes; no momento em que a circulação é retomada, os leucócitos não reconhecem o sangue e fazem o ataque, o que é prejudicial ao organismo; eles juntam-se nos vasos sanguíneos, os óxidos são liberados e então, tanto células boas quanto as ruins são atacadas. Não só o estresse físico causa todo esse processo, mas também o estresse emocional. Durante o estresse emocional severo, os vasos sanguíneos do sistema digestivo comprimem-se por um momento, dificultando assim a circulação do sangue. Quando o estresse passa, os vasos sanguíneos expandem-se fazendo com que a circulação do sangue seja reiniciada. Nesse momento, os leucócitos agrupados no estômago e nos intestinos produzem grande quantidade de óxidos. Esses óxidos danificam as membranas dos órgãos digestivos causando inflamações, o que aumenta os riscos de úlcera gástrica, úlcera no intestino delgado e úlcera no cólon.
Quando os óxidos são formados, uma parte deles é empregada de forma benéfica para o organismo, mas a outra parte, que é prejudicial, deve ser descartada. É nessa hora que entram em ação os antioxidantes que transformam os óxidos em substâncias inofensivas. Da mesma forma que existem vários tipos de óxidos, há vários tipos de antioxidantes, por exemplo, a vitamina C e a coenzima Q10 (CoQ10) são antioxidantes efetivos para neutralizar os óxidos superóxido e superóxido desmutase (SOD). A vitamina B2, que transforma as proteínas, as gorduras e os carboidratos em energia, assim como a uréia, que ao se cristalizar dentro do vaso sanguíneo causa a gota, têm ações antioxidantes.
A vitamina E é conhecida como um grande nutriente que previne a oxidação dos ácidos graxos insaturados. Porém, depois de exercer sua função de antioxidante, até que atue novamente, provoca a peroxidação das membranas celulares. Mas se nesse momento, tivermos bastante CoQ10, ácido alfa-lipônico e vitamina C, isso não acontece.
Na sociedade em que vivemos, ainda que tenhamos no dia-a-dia os cuidados necessários com a boa alimentação, não conseguimos evitar situações que induzam a produção de óxidos. É impossível evitar todo o mal que os óxidos, quando em grande quantidade, fazem em nosso organismo.
Nós precisamos ter consciência das causas da formação dos óxidos dentro do nosso corpo e tentar evitar, no limite do possível, a sua formação e também tomar suplementos de boa qualidade, que sirvam de antioxidantes.